quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estrela, Estrela

Estrela, estrela


Como ser assim?


Tão só, tão só


E nunca sofrer


Brilhar, brilhar


Quase sem querer


Deixar, deixar


Ser o que se vê...


É bom saber




Que és parte de mim...(fragmento da música de Vitor Ramil)

Esta música me remete a minha Mãe... Ahhh.. Dna.Enedina... como é bom aos 38 anos, ainda ter mãe... Neste dia do aniversário dela, que está fazendo 69 anos, eu a 748 km de distância dela, passei o dia nostálgico e feliz ao mesmo tempo, porque é bom saber que ainda que distantes fisicamente, ainda posso pegar o telefone e felicitá-la, como temo pelo dia que já não poderemos mais fazer isso... porque a vida não mais há de nos proporcionar esta possibilidade... Mas já que ainda nos temos... o quanto me remete a responsabilidade de aproveitar cada momento, cada oportunidade... e lamentar pelos dias e momentos que não o fiz, mas não quero perder tempo, oportunidade, motivos e até mesmo sem motivo... para ir de encontro, me fazer presente... e mais do que isso... demonstrar gratidão... pela vida... pela vida garantida e assegurada desde quando eu fragil e sempre frágil... lá estava por mim... seja o que for... com motivo e sem motivos... pertinente e impertinente... oportunua e inoportunua... nesta antítese própria do ser... inquieta... triste e feliz ao mesmo tempo... esperançosa e desesperançosa... esta ambivalência de ser... mas valente de ser... presença ríspida, clara e certeira do que é, do que quer, do que...
Sorriso animado, tossento, picarrento...
Voz forte, gritenta, mas voz presente... nunca se cala... nunca se omite... mas voz presente.
Uma leoa para defender os seus... e também os não seus...
justa, não mais que justa...nem mais nem menos... ou as vez mais do que menos... mas nunca menos...
Obrigado Deus... pelo muito dela em mim... Obrigado Deus...

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